Idoso morre baleado após cair em armadilha que ele mesmo criou em MG

Um idoso morreu após cair em uma armadilha que ele mesmo montou e ser atingido por um disparo de arma de fogo, em uma área rural de Minas Gerais. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com informações preliminares, a vítima teria preparado o dispositivo para proteger sua propriedade de animais ou invasores. Ao retornar ao local para verificar a armadilha, acabou acidentalmente acionando o mecanismo, o que provocou o disparo que a atingiu fatalmente. Vizinhos ouviram o barulho do tiro e encontraram o corpo próximo à armadilha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas o óbito foi confirmado no local.

A Polícia Civil realizou perícia no local e apreendeu a arma e o dispositivo utilizado. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias exatas do acidente. A identidade da vítima não foi divulgada até o momento, e a polícia aguarda laudos periciais para dar continuidade às investigações.

Acidentes com armadilhas caseiras são registrados em várias regiões do Brasil, muitas vezes com consequências fatais. Especialistas em segurança rural alertam que esse tipo de dispositivo oferece perigo tanto para invasores quanto para os próprios moradores e instaladores. Em vez de armadilhas com armas de fogo, recomenda-se o uso de cercas elétricas regulamentadas, sistemas de câmeras e iluminação noturna, além de manter contato com a polícia local em casos de suspeita de invasão.

Casos como este reforçam a importância de se evitar qualquer tipo de armadilha que envolva armas de fogo. A Polícia Militar frequentemente orienta a população rural a não montar dispositivos que possam causar ferimentos, mesmo com a intenção de proteger a propriedade. A legislação brasileira também prevê punições para quem instala armadilhas que coloquem em risco a vida de pessoas, ainda que em terrenos particulares.

A Polícia Civil segue investigando o caso e deve ouvir familiares e vizinhos nos próximos dias. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames. O caso serve de alerta para os riscos do uso de armadilhas artesanais, que podem vitimar justamente quem as construiu.

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