Economia

Atividade econômica tem alta de 1,1% no segundo trimestre

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou crescimento de 1,1% no segundo trimestre de 2024 na comparação com o trimestre anterior, superando as expectativas do mercado financeiro, que projetava alta entre 0,7% e 0,9%. O resultado sinaliza que a economia brasileira ganhou ritmo após um primeiro trimestre de estabilidade, puxado pelo desempenho robusto do setor de serviços e pela recuperação gradual da indústria. O consumo das famílias e o mercado de trabalho aquecido também contribuíram para o bom resultado.

O que é o IBC-Br e por que ele é importante

O IBC-Br é um indicador mensal calculado pelo Banco Central que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Ele considera informações de diferentes setores — produção industrial, volume de serviços, vendas no comércio, tributos e outras variáveis. Por ser divulgado antes do PIB oficial (calculado pelo IBGE), o IBC-Br é amplamente acompanhado por economistas e investidores para antecipar a direção da economia. A alta de 1,1% no segundo trimestre reforça o cenário de recuperação e foi comemorada pelo mercado.

Setores que impulsionaram o crescimento

O principal motor do avanço foi o setor de serviços, que responde por cerca de 70% do valor adicionado da economia. Dentro dos serviços, destacaram-se as áreas de transportes, tecnologia da informação, serviços prestados às famílias e atividades financeiras. A indústria de transformação também apresentou crescimento, impulsionada pela produção de bens de consumo duráveis e insumos industriais. O comércio varejista, por sua vez, foi favorecido pelo aumento da massa salarial e pelo crédito mais acessível para o consumidor.

O agronegócio teve desempenho misto: enquanto algumas culturas registraram safras recordes, outras sofreram com condições climáticas adversas. Apesar disso, o setor não impediu o avanço geral da economia.

Comparação com trimestres anteriores

No primeiro trimestre de 2024, o IBC-Br ficou praticamente estável (variação próxima de zero), depois de um quarto trimestre de 2023 com crescimento de cerca de 0,5%. A alta de 1,1% no segundo trimestre representa, portanto, uma aceleração relevante. Na comparação com o segundo trimestre de 2023, o indicador acumula alta de aproximadamente 2,1%, o que mostra que a economia mantém trajetória positiva no longo prazo. O PIB oficial do segundo trimestre, que será divulgado pelo IBGE, deve confirmar esse movimento.

Contexto macroeconômico: juros, inflação e emprego

O crescimento da atividade ocorre em um ambiente de taxa Selic ainda restritiva, embora em processo de queda gradual desde o ciclo iniciado em agosto de 2023. A inflação ao consumidor (IPCA) mantém-se dentro do intervalo da meta, com núcleos apresentando sinais de arrefecimento. O mercado de trabalho, por sua vez, continua aquecido: a taxa de desemprego recuou para os menores níveis desde 2015, e a massa salarial real cresce, sustentando o consumo das famílias. O crédito bancário, especialmente o consignado e o imobiliário, também mostra expansão, o que alavanca a demanda por bens e serviços.

Perspectivas para o segundo semestre e 2025

Para o segundo semestre de 2024, a expectativa é de desaceleração moderada do ritmo de crescimento, em função dos efeitos defasados da política monetária e da incerteza fiscal. O mercado financeiro projeta alta do PIB de 2,0% a 2,5% no ano, com viés de alta após o dado do IBC-Br. Entre os riscos estão a inflação de serviços, a desaceleração da economia global e as questões fiscais domésticas. No entanto, o governo mantém otimismo, apostando na recuperação do investimento e no impulso de programas sociais. Para 2025, as projeções indicam crescimento entre 1,5% e 2,0%, ainda beneficiado pelo mercado de trabalho e pela expectativa de redução adicional de juros.

Pontos-chave sobre o crescimento do segundo trimestre

  • O IBC-Br do Banco Central subiu 1,1% no segundo trimestre ante o trimestre anterior.
  • O resultado superou as projeções do mercado (mediana de 0,8%).
  • O setor de serviços liderou o avanço, seguido pela indústria e pelo comércio.
  • O mercado de trabalho aquecido e o crescimento da massa salarial sustentaram a demanda.
  • A taxa Selic ainda em nível elevado, mas em queda, não impediu a aceleração da atividade.
  • O PIB oficial do segundo trimestre deve confirmar crescimento próximo de 1,0%.
  • Para o ano, o mercado projeta expansão acima de 2,0%.

Perguntas frequentes sobre a atividade econômica

O que é o IBC-Br?

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central é um indicador mensal que antecipa a tendência do PIB. Ele incorpora dados de produção industrial, vendas, serviços e tributos.

Por que a alta de 1,1% surpreendeu o mercado?

A maioria dos analistas esperava um crescimento entre 0,7% e 0,9%. O dado veio acima do teto das estimativas, indicando maior dinamismo da economia.

Quais os riscos para o crescimento no segundo semestre?

Os principais riscos são a inflação persistente de serviços, o aperto fiscal, a desaceleração global e a incerteza política. No entanto, o mercado de trabalho forte ajuda a mitigar esses riscos.

Quando o IBGE divulgará o PIB oficial do segundo trimestre?

O IBGE deve divulgar o PIB oficial referente ao segundo trimestre de 2024 em setembro. O resultado do IBC-Br sugere um crescimento positivo, mas não necessariamente idêntico, pois as metodologias diferem.

O que significa o crescimento da atividade econômica para o consumidor?

Com mais atividade, há tendência de geração de empregos e aumento de renda. O consumidor pode sentir melhora no mercado de trabalho e maior oferta de crédito, embora os juros ainda elevados limitem o poder de compra.

Como a alta da atividade impacta os investimentos?

O crescimento econômico tende a melhorar o ambiente de negócios e a confiança dos investidores. Setores como varejo, serviços financeiros e construção civil costumam ser beneficiados.

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