Turismo

Brasil recebeu mais de 6,65 milhões de turistas estrangeiros em 2024

O Brasil fechou 2024 com um marco importante para o setor de turismo: mais de 6,65 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país, superando os números registrados em 2023 (cerca de 5,9 milhões) e superando o recorde anterior de 6,3 milhões de 2019, antes da pandemia. O resultado é fruto de uma combinação de fatores, como a ampliação da malha aérea internacional, campanhas de promoção nos principais mercados emissores e a percepção do Brasil como um destino diversificado, com opções que vão do ecoturismo às grandes cidades. Neste artigo, detalhamos os números, os perfis dos visitantes, os destinos mais procurados e as perspectivas para o setor em 2025.

Cenário do turismo internacional no Brasil em 2024

O fluxo de turistas estrangeiros em 2024 representou uma recuperação robusta após os anos de crise sanitária global. Dados do Ministério do Turismo e da Embratur indicam que o país recebeu 6,65 milhões de visitantes, um crescimento de aproximadamente 12% em relação a 2023. O número também supera em cerca de 5% o melhor ano pré-pandemia (2019), sinalizando que o Brasil recuperou e ampliou sua atratividade no mercado internacional.

O aumento foi puxado principalmente pela chegada de turistas da América do Sul, que historicamente representam a maior parcela dos visitantes, mas também houve crescimento expressivo de europeus e norte-americanos. A retomada de voos diretos para cidades como Fortaleza, Recife e Salvador foi determinante para descentralizar o turismo e levar visitantes a regiões antes menos exploradas.

Fatores que impulsionaram o crescimento

Diversos fatores contribuíram para o desempenho positivo. Entre os principais, destacam-se:

  • Ampliação da malha aérea: novas rotas internacionais e aumento de frequências, especialmente para o Nordeste. Companhias aéreas como Latam, Gol, Azul, American Airlines, TAP e European low-cost expandiram suas operações no país.
  • Política de vistos: a simplificação e isenção de vistos para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão (embora com idas e vindas) facilitou a entrada de visitantes desses mercados.
  • Promoção internacional: campanhas como "Visit Brasil" e a participação em feiras como WTM London, ITB Berlim e FIT América Latina ajudaram a reposicionar a marca Brasil.
  • Eventos internacionais: grandes eventos como o Carnaval, o réveillon, a Jornada Mundial da Juventude, eventos esportivos e conferências de negócios atraíram milhares de visitantes ao longo do ano.
  • Fortalecimento do dólar e do euro: a taxa de câmbio favorável para estrangeiros tornou o Brasil mais barato para visitantes de países com moedas fortes.
  • Estabilidade econômica e segurança jurídica: a melhora na percepção de segurança e a retomada do mercado de trabalho no setor de turismo geraram confiança para investimentos.

Principais mercados emissores

A Argentina manteve a liderança como principal origem de turistas estrangeiros, responsável por aproximadamente 1,7 milhão de visitantes. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com cerca de 600 mil turistas, seguidos pelo Chile (500 mil), Uruguai (400 mil), Paraguai (350 mil) e Colômbia (300 mil).

Na Europa, Portugal lidera com aproximadamente 250 mil turistas, seguido por França (200 mil), Alemanha (180 mil), Reino Unido (150 mil), Itália (120 mil) e Espanha (100 mil). O mercado asiático, embora ainda pequeno, apresentou crescimento, com destaque para China, Japão e Coreia do Sul. O Oriente Médio também enviou mais viajantes, especialmente dos Emirados Árabes Unidos.

O perfil do turista estrangeiro que visita o Brasil é majoritariamente de lazer (cerca de 70%), seguido por negócios e eventos (20%) e visita a parentes e amigos (10%). O gasto médio por viagem gira em torno de US$ 1.200, com duração média de 12 dias.

Destinos mais visitados

O Rio de Janeiro continua sendo o destino mais procurado por estrangeiros, atraído pelo Cristo Redentor, Pão de Açúcar, praias e vida cultural. São Paulo, principal hub de negócios, vem em segundo lugar, com forte demanda de viajantes corporativos e de compras.

No Nordeste, Salvador, Fortaleza, Recife (com Porto de Galinhas) e Maceió registraram alta ocupação hoteleira, impulsionada por voos charter e pela procura por sol e praia. Foz do Iguaçu, no Paraná, manteve-se como o destino mais visitado do interior, graças às Cataratas do Iguaçu e às compras no Paraguai. Florianópolis, em Santa Catarina, e Brasília, a capital federal, completam a lista dos dez destinos mais procurados.

O ecoturismo também cresceu, com destinos como a Chapada Diamantina (BA), Lençóis Maranhenses (MA), Bonito (MS) e a Amazônia atraindo turistas com interesse em natureza e aventura. Cidades históricas como Ouro Preto, Paraty e Olinda também se beneficiaram do fluxo.

Impactos econômicos

O turismo internacional injetou bilhões de reais na economia brasileira em 2024. Segundo estimativas do setor, os gastos dos turistas estrangeiros superaram US$ 7 bilhões, gerando divisas importantes para o país. Hotéis, restaurantes, transportes, agências de viagem e atrações turísticas foram os principais beneficiados.

O impacto no emprego também foi significativo: o setor de turismo criou dezenas de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, especialmente em cidades turísticas. A ocupação hoteleira nas capitais do Nordeste chegou a 85% durante a alta temporada, e o comércio local registrou aumento nas vendas.

Além disso, o aquecimento do turismo estimulou investimentos em infraestrutura, como reforma de aeroportos, construção de novos hotéis e capacitação profissional. Cidades como Fortaleza e Recife receberam novos voos internacionais, ampliando a conectividade e a competitividade do destino Brasil.

Desafios e perspectivas para 2025

Apesar dos números positivos, o setor enfrenta desafios que precisam ser superados para manter o crescimento. A infraestrutura aeroportuária em algumas regiões, a segurança pública em grandes centros, a sazonalidade da demanda e a necessidade de qualificação da mão de obra são pontos que exigem atenção. A sustentabilidade também ganha relevância, com a pressão para que o turismo seja cada vez mais responsável com o meio ambiente e as comunidades locais.

Para 2025, as perspectivas são otimistas. O governo federal e a Embratur estabeleceram a meta de receber 7 milhões de turistas estrangeiros, com a ampliação de rotas aéreas, a conclusão de acordos de vistos e a realização de grandes eventos, como a COP30 (em Belém, em 2025) e o Mundial de Atletismo. A diversificação dos produtos turísticos — com ênfase em ecoturismo, turismo de base comunitária e turismo cultural — deve ajudar a atrair visitantes de maior poder aquisitivo e prolongar a permanência.

O mercado asiático e o norte-americano continuam sendo prioridades, com investimentos em promoção digital e parcerias com influenciadores. A expectativa é de que o Brasil consiga consolidar sua posição como um dos principais destinos da América Latina e do mundo.

Perguntas frequentes

Quantos turistas estrangeiros o Brasil recebeu em 2024?

O Brasil recebeu mais de 6,65 milhões de turistas estrangeiros em 2024, superando o recorde anterior de 6,3 milhões registrado em 2019.

Qual foi o principal país de origem dos turistas?

A Argentina liderou o ranking, com aproximadamente 1,7 milhão de visitantes, seguida pelos Estados Unidos (600 mil) e Chile (500 mil).

Quais destinos brasileiros foram os mais visitados?

Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Fortaleza, Foz do Iguaçu, Florianópolis e Recife estiveram entre os destinos mais procurados pelos estrangeiros.

O número de turistas em 2024 superou o período pré-pandemia?

Sim. Os 6,65 milhões de visitantes superam os 6,3 milhões de 2019, indicando recuperação e crescimento do setor.

O que o Brasil tem feito para atrair mais turistas estrangeiros?

As ações incluem ampliação da malha aérea, campanhas de marketing digital, simplificação de vistos, participação em feiras internacionais e fortalecimento de parcerias com operadoras e companhias aéreas.

Qual foi o impacto econômico do turismo internacional?

Os gastos dos turistas estrangeiros ultrapassaram US$ 7 bilhões, gerando receitas para hotéis, restaurantes, transportes e comércio, além de milhares de empregos diretos e indiretos.

Quais são as perspectivas para 2025?

A meta é receber cerca de 7 milhões de turistas estrangeiros, com novos voos, eventos como a COP30 e investimentos em sustentabilidade e diversificação da oferta turística.