Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões de valores a receber
Milhões de brasileiros ainda não sacaram os valores a receber disponíveis no sistema do Banco Central. Ao todo, R$ 8,56 bilhões estão disponíveis para consulta e resgate, mas muitos cidadãos ainda não realizaram o procedimento. Entenda o que são esses valores, por que tanto dinheiro acumula, como consultar e garantir o seu dinheiro.
O que são os valores a receber?
O Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central reúne recursos financeiros que ficaram parados em instituições bancárias e outras entidades. Podem incluir contas correntes ou poupanças encerradas com saldo, cotas de consórcio, tarifas cobradas indevidamente, entre outros. Desde 2022, o BC disponibiliza uma plataforma online para que cidadãos e empresas consultem se possuem valores a receber e solicitem o resgate.
Por que R$ 8,56 bilhões ainda não foram sacados?
Há diversas razões para que esse montante permaneça sem resgate. Muitas pessoas simplesmente esqueceram contas antigas ou não atualizaram seus dados bancários. Outros perderam o contato com a instituição financeira após mudança de endereço ou falecimento de parentes. Além disso, a divulgação do sistema ainda não alcançou toda a população, deixando milhões de brasileiros sem saber que têm dinheiro a receber. O BC estima que cerca de 60% dos valores disponíveis sejam de até R$ 10, o que pode desestimular a consulta, mas o montante total impressiona.
Como saber se você tem valores a receber?
O procedimento é simples e gratuito. Basta acessar o site oficial do Banco Central ( valoresareceber.bcb.gov.br ) e informar o CPF para pessoas físicas ou CNPJ para pessoas jurídicas. O sistema informará se há saldo disponível, a instituição responsável e a faixa de valor (até R$ 10, entre R$ 10 e R$ 100, acima de R$ 100). A consulta não implica em cobrança de taxas nem requer cadastro ou senha bancária — qualquer solicitação de pagamento antecipado é sinal de golpe.
Passo a passo para solicitar o resgate
Se você descobriu que possui valores a receber, siga este roteiro:
- Entre no site valoresareceber.bcb.gov.br com seu CPF/CNPJ.
- Anote o nome da instituição financeira e a referência do valor.
- Acesse o portal da instituição ou entre em contato para solicitar o resgate.
- Na maioria dos casos, o valor é transferido via Pix de forma rápida, sem custos.
- O prazo para o dinheiro cair na conta varia de 12 horas a alguns dias úteis, conforme a instituição.
Cuidados para não cair em golpes
Com o anúncio dos valores a receber, criminosos tentam aplicar golpes. O Banco Central alerta que:
- Nunca pague nada para consultar ou receber os valores. O serviço é gratuito.
- Não clique em links enviados por e-mail ou WhatsApp. Acesse sempre o site oficial do BC.
- O BC não liga para oferecer ajuda no resgate nem pede senhas ou dados bancários.
- Desconfie de promessas de valores altos fáceis. A consulta mostrará exatamente o que está disponível.
Resumo dos principais pontos
- R$ 8,56 bilhões disponíveis no Sistema de Valores a Receber do Banco Central.
- Mais de 40 milhões de pessoas jurídicas e físicas têm valores a receber.
- Consulta gratuita no site oficial do BC.
- Resgate é feito diretamente com a instituição financeira, geralmente via Pix.
- Golpes estão em alta; mantenha-se informado e não compartilhe dados pessoais.
Perguntas frequentes
O que são 'valores a receber'?
São recursos que ficaram parados em contas bancárias encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcio, entre outros. O BC centraliza essas informações no SVR.
Preciso pagar para consultar?
Não. A consulta é totalmente gratuita no site oficial do Banco Central. Desconfie de qualquer cobrança.
Quanto tempo demora para receber o dinheiro?
Após solicitar o resgate à instituição, o valor pode ser creditado em até 12 horas (via Pix) ou em alguns dias úteis.
O que fazer se a instituição não liberar o valor?
Entre em contato com o Banco Central por meio da ouvidoria ou registre reclamação no portal consumidor.gov.br.
Posso consultar valores de pessoas falecidas?
Sim. O sistema permite consulta com CPF de falecidos, e os herdeiros devem procurar a instituição com documentação comprobatória.
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