Governo anuncia novas regras para transporte aéreo de pets

O governo federal, por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), anunciou novas diretrizes para o transporte de animais de estimação em voos comerciais. As medidas têm como objetivo padronizar os procedimentos entre as companhias aéreas, aumentar a segurança e o bem-estar dos pets durante as viagens. As regras valem para voos domésticos e internacionais com partida do Brasil e exigem adequação por parte das empresas e dos tutores.

O que muda com as novas regras

As novas determinações estabelecem requisitos mais claros para o transporte de cães e gatos, os animais mais comuns nesse tipo de deslocamento. Entre as principais mudanças estão:

  • Atestado de saúde veterinário – deve ser emitido por um médico veterinário com no máximo 10 dias de antecedência do voo, comprovando que o animal está apto para viajar.
  • Caixa de transporte homologada – o recipiente precisa atender a normas técnicas de resistência, ventilação e tamanho mínimo, além de ser aprovado pelo fabricante para uso aeronáutico.
  • Limite de peso para cabine – o conjunto animal + caixa não pode ultrapassar 10 kg para que o pet viaje na cabine. Acima desse peso, o animal deve ir no porão climatizado.
  • Documentação no check-in – atestado de saúde, carteira de vacinação (com vacina antirrábica em dia) e formulário de responsabilidade devem ser apresentados no momento do embarque.
  • Treinamento de equipes – as companhias aéreas deverão capacitar seus funcionários para o manuseio adequado dos animais, reduzindo riscos de estresse ou acidentes.
  • Penalidades – o descumprimento das normas pode sujeitar as empresas a multas e outras sanções administrativas.

Documentos obrigatórios

Para embarcar com o animal, o tutor precisa providenciar a seguinte documentação:

  • Atestado de saúde – emitido por veterinário, com validade de 10 dias.
  • Carteira de vacinação – com comprovante de vacina antirrábica atualizada (para cães e gatos).
  • Formulário de responsabilidade – fornecido pela companhia aérea, assumindo os riscos do transporte.
  • Autorização especial – em caso de animais braquicefálicos (como buldogues, gatos persas), algumas empresas exigem liberação prévia do serviço veterinário.

É recomendável entrar em contato com a companhia aérea com antecedência para verificar exigências adicionais, pois cada empresa pode ter políticas complementares.

Caixa de transporte: requisitos e cuidados

A caixa de transporte é um dos itens mais importantes para a segurança do pet. As novas regras determinam que ela deve ser:

  • Rígida – feita de material resistente que suporte eventuais impactos.
  • Ventilada – com aberturas em pelo menos três lados para circulação de ar.
  • Do tamanho adequado – o animal deve conseguir ficar em pé, virar-se e deitar-se confortavelmente.
  • Com piso impermeável – para evitar vazamentos e facilitar a limpeza.
  • Com travas de segurança – para evitar abertura acidental durante o voo.

Além disso, é obrigatório colocar uma etiqueta com nome, raça, contato do tutor e informações do voo. Recomenda-se também forrar o fundo com material absorvente.

Dicas para viajar com seu pet

Para que a experiência seja tranquila tanto para o animal quanto para o tutor, especialistas recomendam:

  • Jejum leve – não alimentar o animal nas 4 horas anteriores ao voo, mas oferecer água até o embarque.
  • Ambientação à caixa – deixar a caixa aberta em casa dias antes para que o pet se familiarize.
  • Não sedar sem orientação – medicamentos para acalmar só devem ser usados sob prescrição veterinária, pois podem afetar a respiração em altitude.
  • Chegar cedo ao aeroporto – o check-in com pet pode demorar mais; é prudente chegar com pelo menos duas horas de antecedência.
  • Identificação extra – colocar uma plaquinha com telefone de contato na coleira do animal, além da etiqueta da caixa.
  • Levar brinquedo ou cobertor – itens familiares ajudam a reduzir o estresse.

Perguntas frequentes

1. Quais animais podem viajar no avião?

As regras atuais se aplicam principalmente a cães e gatos. Outros animais (como pássaros, coelhos e roedores) podem ser transportados no porão, mas é preciso consultar a companhia aérea para verificar a política específica.

2. É obrigatório apresentar atestado de saúde?

Sim. O atestado de saúde emitido por um veterinário é obrigatório para todos os animais, mesmo para aqueles que viajam na cabine. O documento deve ter data de emissão de até 10 dias antes do voo.

3. Animais braquicefálicos podem viajar?

Podem, mas as companhias costumam exigir uma avaliação veterinária adicional devido ao risco de problemas respiratórios. É importante informar a raça no momento da reserva.

4. O que fazer se o animal ficar muito estressado?

O tutor deve tentar manter a calma, falar em tom suave e, se possível, oferecer água durante as conexões. Em casos extremos, o veterinário pode indicar um feromônio calmante natural. Nunca abrir a caixa dentro da aeronave.

5. As regras valem para voos internacionais?

Sim, para voos com partida do Brasil. No entanto, o país de destino pode ter exigências adicionais, como quarentena ou documentos específicos. Recomenda-se consultar a embaixada ou consulado do país antes de viajar.

Conclusão

As novas regras representam um avanço na regulamentação do transporte aéreo de animais de estimação no Brasil. Com requisitos mais claros e fiscalização mais rigorosa, a tendência é que as viagens se tornem mais seguras e menos estressantes para os pets. Os tutores devem planejar cada etapa com antecedência, reunir a documentação necessária e escolher a caixa de transporte adequada. O Jurema em Foco continuará acompanhando o tema e trará novas informações assim que estiverem disponíveis.

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