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IML já identificou 60 corpos de vítimas do acidente da Voepass

Por Redação | 15 de janeiro de 2025

O Instituto Médico Legal (IML) do estado de São Paulo já identificou 60 dos 62 corpos das vítimas do acidente aéreo envolvendo a Voepass, ocorrido em 9 de agosto de 2024 em Vinhedo, no interior paulista. O balanço foi divulgado pela instituição, que segue trabalhando na identificação dos dois corpos restantes. O acidente com o voo 2283 da Voepass vitimou 58 passageiros e 4 tripulantes, totalizando 62 ocupantes. A aeronave, um ATR 72-500, caiu em uma área residencial, explodiu e pegou fogo, o que dificultou o trabalho de resgate e reconhecimento das vítimas.

Desde o dia da tragédia, equipes do IML de São Paulo, com reforço de peritos de outros estados, atuam em regime de plantão para acelerar a identificação e liberação dos corpos. Foram montados postos avançados de atendimento às famílias, com psicólogos e assistentes sociais. A força-tarefa envolve médicos legistas, odontologistas, antropólogos, técnicos de laboratório e papiloscopistas, além do suporte do Instituto de Criminalística e da Polícia Federal.

O trabalho do IML

O IML organizou uma força-tarefa multidisciplinar composta por profissionais de diversas áreas. A primeira etapa consistiu na triagem dos corpos e na coleta de amostras biológicas. Devido ao estado de carbonização e fragmentação de muitas vítimas, os exames demandaram técnicas especializadas, como a necropapiloscopia (impressões digitais), odontologia legal, radiografias e exames de DNA. A Polícia Federal, por meio de seu laboratório de genética forense, auxiliou na comparação do material genético coletado com amostras fornecidas pelos familiares.

O processo segue protocolos rigorosos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Segurança Pública. Cada corpo recebe um número de registro e passa por exame externo detalhado, coleta de material, radiografia e, quando necessário, tomografia computadorizada. Os dados são inseridos em um sistema informatizado que cruza informações com os registros fornecidos pelas famílias, como prontuários odontológicos, cirurgias prévias e características físicas.

Identificação dos corpos

Até o momento, 60 corpos foram identificados formalmente. As duas vítimas ainda não identificadas estão em fase final de análise, e o IML estima que a conclusão ocorra nos próximos dias. A identificação é um processo emocionalmente delicado: o IML mantém contato direto com as famílias, que são informadas assim que a confirmação é obtida. Os nomes das vítimas confirmadas são divulgados à medida que as famílias são notificadas, evitando sofrimento adicional.

Em alguns casos, a identificação por DNA levou mais tempo por exigir a coleta de amostras de familiares que residem em outras regiões do país. A Defesa Civil e a Polícia Civil de São Paulo auxiliaram na logística de transporte dessas amostras. A agilidade na liberação é uma prioridade, para que os familiares possam realizar os rituais fúnebres com dignidade.

Processo de liberação

Após a identificação formal, o corpo é liberado mediante apresentação de documentos de identificação e certidão de óbito fornecida pelo cartório. O IML orienta sobre o traslado e oferece suporte psicológico contínuo às famílias. Muitas famílias vieram de outros estados para Vinhedo e contaram com abrigo e assistência social oferecidos pela Prefeitura de Vinhedo, pela Defesa Civil e por voluntários.

O prazo para liberação varia conforme a complexidade da identificação e a documentação apresentada. O IML busca concluir o processo o mais rápido possível, respeitando os protocolos legais. A instituição também disponibiliza uma linha telefônica exclusiva para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento do andamento do caso.

Investigação do acidente

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já recuperou os gravadores de voz e dados do cockpit (caixas-pretas) e os analisa para determinar as causas da queda. De acordo com especialistas, a formação de gelo nas asas é uma das hipóteses mais fortes, dadas as condições meteorológicas no momento do acidente. A aeronave ATR 72-500, fabricada pela franco-italiana ATR, já foi alvo de alertas de segurança relacionados ao acúmulo de gelo em condições adversas.

A Voepass, companhia aérea responsável pelo voo, colabora plenamente com as investigações e presta assistência integral às famílias, incluindo suporte financeiro e psicológico. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) também acompanha o caso de perto e pode revisar procedimentos de segurança caso sejam identificadas falhas. A expectativa é que um relatório preliminar seja divulgado nos próximos meses, enquanto as investigações detalhadas podem levar até dois anos.

Apoio às famílias

O governo do estado de São Paulo, em parceria com a Prefeitura de Vinhedo e a Defesa Civil, criou um centro de acolhimento para os familiares, com atendimento psicológico, assistência jurídica e apoio logístico. Voluntários de diversas ONGs também atuaram no local, oferecendo alimentação e abrigo. A Voepass disponibilizou uma central de atendimento 24 horas para informações sobre as vítimas e o processo de identificação.

A comoção nacional foi imensa. O acidente de Vinhedo é um dos maiores da aviação civil brasileira dos últimos anos, e a identificação de 60 corpos em pouco mais de cinco meses representa um esforço conjunto notável das equipes de perícia.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas estavam no voo da Voepass?

O voo 2283 transportava 58 passageiros e 4 tripulantes, totalizando 62 ocupantes.

Quantos corpos foram identificados pelo IML?

Até o momento, 60 corpos foram identificados. O IML trabalha na identificação dos dois restantes e estima concluir o processo em breve.

Quais técnicas são usadas na identificação?

São utilizadas impressões digitais, análise odontológica, exames de DNA, radiografias e, em alguns casos, tomografia computadorizada. A Polícia Federal auxilia na análise genética.

Como as famílias devem proceder?

As famílias devem entrar em contato com o IML para agendar o reconhecimento e fornecer documentos e exames médicos anteriores da vítima, como radiografias e prontuários odontológicos.

O acidente poderia ter sido evitado?

As investigações do Cenipa ainda estão em andamento. A hipótese de formação de gelo nas asas está sob análise. O relatório final apontará as causas e as medidas de prevenção.

Quando a investigação estará concluída?

Não há prazo definido. O Cenipa segue analisando os dados das caixas-pretas e dos destroços. Um relatório preliminar deve ser divulgado nos próximos meses; a conclusão pode levar até dois anos.

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