INMET alerta: baixa umidade traz grande perigo neste domingo

Publicado em 14 de janeiro de 2025 | Categoria: Saúde Previsão do Tempo

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso de “grande perigo” devido à baixa umidade relativa do ar para este domingo. Em áreas do Centro‑Oeste, Sudeste e Nordeste, os índices podem ficar abaixo de 12%, situação que representa risco elevado à saúde e ao meio ambiente. A população deve tomar medidas imediatas para minimizar os efeitos do tempo seco.

O que caracteriza a baixa umidade e os critérios do INMET

O INMET classifica a umidade relativa do ar em três níveis de atenção: entre 20% e 30% é estado de “observação”; de 12% a 20% é “perigo”; e abaixo de 12% é “grande perigo”. Neste domingo, a previsão indica que diversas localidades podem registrar índices críticos, especialmente entre 10h e 17h, quando a temperatura está mais elevada.

A baixa umidade ocorre quando uma massa de ar seco e estável predomina sobre uma região, inibindo a formação de nuvens e a evaporação. Esse fenômeno é comum no inverno brasileiro, mas também pode acontecer em períodos de estiagem prolongada no verão. O ar seco reduz a capacidade do organismo de resfriar o corpo, sobrecarrega o sistema respiratório e resseca as vias aéreas.

Regiões sob alerta de grande perigo

O aviso do INMET abrange principalmente os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, interior de São Paulo, Bahia, Tocantins e Distrito Federal. Também há áreas do Nordeste, como o oeste da Bahia e o sul do Piauí, que podem registrar umidade abaixo de 12%. A massa de ar seco que predomina sobre o Brasil central continua firme, dificultando a formação de chuvas. A previsão é que o cenário persista até o início da semana seguinte, quando a aproximação de uma frente fria pode trazer alívio para algumas regiões.

Riscos à saúde com a baixa umidade

O ar extremamente seco prejudica o sistema respiratório de forma direta. As mucosas do nariz, da garganta e dos brônquios ficam ressecadas, facilitando a entrada de vírus e bactérias. Pessoas com asma, rinite, sinusite ou DPOC são as mais vulneráveis. Além disso, a pele perde água rapidamente, podendo ocorrer dermatite e coceira. Os olhos também sofrem: a evaporação do filme lacrimal causa irritação, vermelhidão e sensação de areia.

Outro efeito grave é a desidratação. Com o suor evaporando mais rápido, a sensação de sede pode ser tardia, levando a quadros de confusão mental, tontura e até desmaio. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção extra.

Recomendações detalhadas para a população

Diante do cenário crítico, o INMET e o Ministério da Saúde orientam:

  • Hidratação constante: beber água filtrada ou mineral ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Sucos naturais e água de coco também ajudam.
  • Evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (10h‑17h). Se precisar sair, use chapéu, óculos escuros e protetor solar.
  • Umidificar os ambientes: coloque bacias com água, toalhas molhadas ou use umidificadores elétricos. Mantenha portas e janelas abertas para circular o ar.
  • Cuidados com a pele e as vias aéreas: aplique hidratante corporal, soro fisiológico no nariz e colírio lubrificante nos olhos.
  • Evitar atividades físicas ao ar livre em horários de pico de calor e baixa umidade. Prefira exercícios em locais cobertos e arejados.
  • Redobrar a atenção com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Monitore sintomas como falta de ar, chiado no peito ou cansaço excessivo.
  • Não queimar lixo ou vegetação: o fogo se alastra rapidamente com o ar seco. Denuncie focos de incêndio aos bombeiros (193).

Cuidados com queimadas e o meio ambiente

A baixa umidade aliada às altas temperaturas cria condições perfeitas para incêndios florestais. O INMET alerta que qualquer foco de fogo pode se alastrar de forma descontrolada, colocando em risco a vegetação nativa, a fauna e as comunidades próximas. Em parques nacionais e áreas de preservação, a visitação pode ser restrita durante o período de alerta.

Para evitar tragédias, a população deve evitar o uso de fogo para limpeza de terrenos, não soltar balões e não jogar bitucas de cigarro em rodovias ou áreas rurais. Caso identifique um princípio de incêndio, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros.

Impactos na agricultura e na pecuária

O tempo seco também preocupa o setor agropecuário. As lavouras de milho, feijão e soja podem sofrer com a falta de umidade no solo, reduzindo a produtividade. Na pecuária, os animais precisam de maior oferta de água e sombra para não sofrerem estresse térmico. Produtores rurais devem seguir as recomendações técnicas da Defesa Civil e da Secretaria de Agricultura para minimizar perdas.

Previsão para os próximos dias

A massa de ar seco começa a perder força a partir de segunda‑feira, quando uma frente fria avançará pelo Sul e Sudeste, aumentando a nebulosidade e trazendo pancadas de chuva fraca para partes de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. No Centro‑Oeste, a chuva deve retornar apenas na metade da semana. Até lá, a umidade permanecerá baixa, exigindo que a população mantenha todos os cuidados.

Perguntas frequentes sobre a baixa umidade

Como sei se a umidade do ar está baixa?

Você pode acompanhar os boletins do INMET pelo site oficial ou aplicativo para celular. Também é possível usar um higrômetro doméstico. Sensações de boca seca, pele ressecada, dificuldade para respirar e estalos elétricos são indicativos de ar seco.

O que fazer se a umidade ficar abaixo de 12%?

Siga as recomendações: permaneça em local coberto, beba água a cada 20 minutos, umidifique os ambientes e evite qualquer esforço físico. Se houver sintomas graves como falta de ar, tontura intensa ou confusão mental, procure atendimento médico.

Posso usar ar‑condicionado durante o alerta?

Sim, mas prefira aparelhos com função umidificadora ou coloque um recipiente com água perto do equipamento. O ar‑condicionado comum retira ainda mais umidade do ambiente, piorando o ressecamento.

Existe previsão de chuva para aliviar a secura?

Sim, a partir de segunda‑feira uma frente fria avança pelo país, mas as chuvas serão irregulares. As regiões sob alerta de grande perigo podem levar mais alguns dias para sentir melhora significativa na umidade.

Qual a diferença entre os alertas “perigo” e “grande perigo”?

O alerta de “perigo” é emitido quando a umidade fica entre 12% e 20%; já o “grande perigo” é para índices abaixo de 12%, com riscos mais graves à saúde e maior probabilidade de incêndios florestais.

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