Saúde

Mpox: Brasil instala Centro de Operações de Emergência em Saúde

Redação Jurema em Foco

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) para coordenar a resposta nacional à Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos). A medida visa fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar a capacidade de diagnóstico e organizar a estratégia de vacinação contra a doença em todo o território nacional.

O que é o Centro de Operações de Emergência (COE)?

O COE é um mecanismo de gestão de crise utilizado pelo Ministério da Saúde para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de eventos de relevância nacional. Composto por técnicos e especialistas, o centro funciona como um ponto focal para a coleta de dados epidemiológicos, planejamento de ações, logística de insumos e comunicação com a população. Sua ativação para a Mpox permite uma resposta ágil e coordenada, similar à adotada em outras emergências como a dengue, a covid-19 e o vírus Zika.

A estrutura do COE integra representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), garantindo uma atuação alinhada entre os entes federativos.

Contexto Epidemiológico da Mpox no Brasil

Entre 2022 e 2024, o Brasil confirmou milhares de casos de Mpox, com concentração inicial nas regiões Sudeste e Sul. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha declarado o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em meados de 2023, a circulação do vírus continua em níveis baixos, exigindo monitoramento constante das autoridades sanitárias.

O surgimento de novas variantes e a necessidade de manter a vigilância ativa justificam a manutenção do COE. A OMS reforça que os países devem manter a capacidade de detectar, prevenir e responder rapidamente a possíveis surtos, especialmente com a confirmação de casos esporádicos e a chegada de viajantes de áreas endêmicas.

Principais Eixos de Atuação do COE

O COE Mpox está estruturado em quatro pilares fundamentais para conter a disseminação do vírus e garantir o atendimento adequado à população:

1. Vigilância em Saúde: Integração de dados estaduais e municipais para identificar rapidamente casos suspeitos e confirmados. O centro realiza o rastreamento de contatos próximos e o monitoramento da evolução dos casos, além de coordenar a notificação compulsória da doença.

2. Resposta Laboratorial: Ampliação da capacidade de testagem nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) e na Fiocruz. O COE garante o diagnóstico rápido e a realização de sequenciamento genético para identificar possíveis novas variantes do vírus, assegurando a qualidade da informação epidemiológica.

3. Vacinação: O Brasil adotou a estratégia de vacinação intradérmica com dose fracionada, permitindo imunizar um número maior de pessoas com as doses disponíveis. O COE coordena a distribuição dos imunobiológicos e a definição dos grupos prioritários, que incluem pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão grave, profissionais de saúde que atuam diretamente na resposta e contatos de casos confirmados.

4. Assistência e Tratamento: Organização da rede de atendimento para garantir que pacientes com sintomas graves tenham acesso ao tratamento adequado. O centro coordena a distribuição de medicamentos antivirais e padroniza os protocolos clínicos em todo o país, assegurando a qualidade do cuidado prestado pelo SUS.

Recomendações para a População

A população deve estar atenta aos sintomas da Mpox, que incluem febre súbita, dor de cabeça intensa, dores musculares e, principalmente, erupção cutânea na forma de bolhas ou lesões na pele. Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica, evitar contato íntimo com outras pessoas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e talheres.

A higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% continua sendo uma medida eficaz de prevenção, assim como o uso de máscaras em situações de maior risco de exposição a gotículas respiratórias.

Perguntas Frequentes sobre Mpox

O que é a Mpox?

A Mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo vírus Mpox, transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e gotículas respiratórias de pessoas infectadas. A doença também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados e o aparecimento de erupções cutâneas (exantema) que evoluem para vesículas e pústulas. As lesões podem aparecer no rosto, palmas das mãos, plantas dos pés, boca, garganta e região genital.

Como posso me proteger?

Evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões de pele ou sintomas suspeitos é a principal forma de prevenção. Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel. Utilize máscara em situações de risco e evite compartilhar objetos de uso pessoal.

Quem deve se vacinar contra a Mpox?

A vacinação é recomendada para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde: pessoas com alto risco de exposição ao vírus, como profissionais de saúde que atuam na linha de frente, contactantes de casos confirmados e pessoas vivendo com HIV/aids, especialmente aquelas com baixa contagem de linfócitos T CD4.

Existe tratamento específico para a Mpox?

O tratamento é principalmente de suporte, focado no alívio dos sintomas, hidratação e prevenção de complicações. Em casos graves, medicamentos antivirais como o Tecovirimat podem ser utilizados sob prescrição e supervisão médica, dentro dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

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