Justiça

MS: indígenas são feridos após ação da PM em protesto em rodovia

Por Jurema em Foco | 14 de Janeiro de 2025

Manifestantes bloquearam rodovia federal em Mato Grosso do Sul para reivindicar demarcação de terras. Conflito com a Polícia Militar deixou indígenas feridos.

Contexto dos conflitos agrários em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul é palco de históricas disputas por terras entre indígenas e fazendeiros. Os povos Guarani-Kaiowá e Terena, entre outros, reivindicam a demarcação de territórios tradicionais, muitos dos quais ainda não regularizados. A tensão é constante e frequentemente resulta em protestos e confrontos.

O protesto e a interdição da rodovia

Na última terça-feira, um grupo de indígenas bloqueou o tráfego em um trecho da BR-163, uma das principais rodovias do estado. Com faixas e palavras de ordem, eles exigiam celeridade nos processos de demarcação e o fim da violência no campo. A manifestação causou congestionamento e atraiu a atenção das autoridades.

Ação da Polícia Militar e feridos

A Polícia Militar foi acionada para desobstruir a via. Segundo relatos, houve uso de balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Durante o confronto, ao menos três indígenas ficaram feridos, sendo dois por estilhaços de bala de borracha e um com ferimentos leves devido à queda. Eles foram atendidos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhados a um hospital da região.

Principais pontos do ocorrido:

  • Indígenas bloquearam a BR-163 em protesto por demarcação de terras.
  • PM usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar.
  • Três indígenas ficaram feridos, sem gravidade.
  • Lideranças denunciam violência policial e prometem ações judiciais.
  • Polícia Militar afirma que agiu dentro da legalidade para garantir a segurança.
  • MPF e entidades de direitos humanos acompanham o caso.

Reações e repercussão

Lideranças indígenas locais classificaram a ação como desproporcional e prometeram representar contra o Estado. O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) emitiram notas de repúdio, cobrando apuração rigorosa. Nas redes sociais, o caso gerou ampla discussão sobre os direitos indígenas e a atuação policial.

Posicionamento da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que a ação foi necessária para desobstruir a rodovia, garantindo a segurança de todos. A corporação disse que utilizou meios graduais de força e que os feridos foram prontamente socorridos. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias.

Desdobramentos e próximos passos

O Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento para acompanhar as investigações. Representantes do governo estadual sinalizaram disposição para dialogar com as lideranças indígenas. A reintegração de posse das terras e a mediação do conflito seguem como pautas urgentes na região.

Perguntas frequentes sobre o caso

O que motivou o protesto?

A demora na demarcação de terras tradicionais indígenas e o aumento de conflitos no campo.

Quantos feridos?

Segundo informações preliminares, três indígenas ficaram feridos durante a ação policial.

Houve prisões?

Não há registro de prisões até o momento.

O que diz a legislação?

O direito à manifestação é garantido pela Constituição, mas a desobstrução de vias públicas pode ser determinada pelo poder público, desde que respeitados os direitos humanos.

Quais entidades estão atuando?

MPF, Defensoria Pública da União, CIMI e APIB acompanham o caso.

O Jurema em Foco continuará acompanhando o desdobramento dos fatos e trará novas informações assim que estiverem disponíveis.

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