Rio: 90 artistas celebram manufatura têxtil para abordar feminilidade
O Rio de Janeiro é palco de uma grande exposição coletiva que reúne 90 artistas em torno da manufatura têxtil como expressão artística e ferramenta para discutir a feminilidade. A mostra, aberta ao público, explora as múltiplas dimensões do universo feminino por meio de técnicas como bordado, tecelagem, crochê, costura e instalações têxteis, ocupando um espaço cultural na região central da cidade. A curadoria aposta na diversidade de vozes e na potência do trabalho manual para provocar reflexões sobre identidade, gênero e memória.
A arte têxtil como linguagem de resistência e afirmação
Historicamente relegada ao âmbito doméstico e frequentemente classificada como “artesanato”, a produção têxtil vem conquistando protagonismo no circuito das artes visuais. A exposição carioca insere-se nesse movimento ao dar visibilidade a obras que dialogam com a memória, as tradições e as lutas das mulheres. Cada peça exposta carrega um pedaço da história de sua criadora — seja na escolha dos tecidos, nas cores ou nos pontos empregados. A curadoria destaca a intencionalidade política e poética do fazer manual, desafiando os limites entre arte e ofício e resgatando técnicas que muitas vezes foram silenciadas.
90 artistas, 90 perspectivas sobre o feminino
A pluralidade de vozes é a espinha dorsal da mostra. Participam artistas de diversas regiões do estado do Rio de Janeiro, com idades, formações e trajetórias distintas. Há desde jovens talentos que experimentam com fibras sintéticas e suportes não convencionais até artistas consagradas que há décadas investigam a técnica do tear. Essa diversidade se reflete nos temas abordados: o corpo feminino, a maternidade, a violência de gênero, a sororidade, a liberdade sexual e a representação política. Em comum, o uso do têxtil como fio condutor de narrativas potentes e emocionantes.
Técnicas e materiais em evidência
Bordado à mão, tapeçaria, renda de bilro, feltragem, assemblagem com retalhos e instalações interativas são algumas das linguagens presentes. Os materiais variam do algodão orgânico ao plástico reciclado, passando por fibras naturais e objetos do cotidiano reaproveitados. Uma sala especial é dedicada ao bordado como ato de resistência, com obras que trazem frases e símbolos de empoderamento. A montagem expositiva permite ao visitante observar de perto os detalhes das tramas, valorizando o processo artesanal e a riqueza das texturas.
O papel da curadoria na construção do discurso
A curadoria optou por uma abordagem que privilegia o diálogo entre as obras e o espaço. Núcleos temáticos guiam o percurso: da “casa” como espaço de criação ao “corpo” como suporte de inscrições políticas. Cada sala convida a uma imersão sensorial, em que o tátil e o visual se fundem. O projeto expográfico inclui ainda registros em vídeo do processo de criação, aproximando o público do fazer manual e revelando a dedicação por trás de cada peça.
Programação paralela e atividades educativas
Além da exposição principal, a mostra oferece uma programação extensa e gratuita. Oficinas abertas de bordado e costura criativa, rodas de conversa com artistas e curadores, visitas mediadas para grupos escolares e performances têxteis ao vivo acontecem ao longo do período expositivo. As atividades ocorrem principalmente nos fins de semana, e as vagas para as oficinas costumam esgotar rapidamente — por isso é recomendável acompanhar as redes sociais do evento para garantir a inscrição.
Serviço e visitação
A exposição está em cartaz em um centro cultural localizado no centro do Rio de Janeiro, com fácil acesso por transporte público. A entrada é franca, mas algumas atividades podem exigir retirada de ingresso antecipado. O espaço é adaptado para receber pessoas com deficiência. Recomenda-se reservar pelo menos duas horas para percorrer todas as salas com calma e apreciar cada obra. Para mais notícias sobre arte e cultura, visite nossa página de Entretenimento.
Perguntas frequentes
O que é a exposição “Rio: 90 artistas celebram manufatura têxtil”?
É uma mostra coletiva que reúne 90 artistas com trabalhos em manufatura têxtil, tendo a feminilidade como tema central. A exposição busca valorizar o fazer manual e dar visibilidade às questões de gênero por meio da arte contemporânea.
Onde e quando posso visitar?
A exposição ocorre em um centro cultural na região central do Rio de Janeiro. O período de visitação é limitado; consulte os canais oficiais do evento para as datas exatas e os horários de funcionamento.
Precisa pagar ingresso?
A entrada é gratuita. Algumas oficinas exigem inscrição prévia, mas sem custo adicional.
Há visitas guiadas?
Sim, são oferecidas visitas mediadas para grupos e escolas, mediante agendamento. Também há visitas abertas ao público em dias específicos, divulgadas na programação paralela.
